‘Meu mandato não se afastou 1 milímetro do que prometi em campanha’, destaca Pollon
Crédito imagem: João Rafael Souza Deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) afirma que manteve, ao longo do mandato, compromisso com as pautas defendidas desde a campanha e destaca atuação em defesa da liberdade, do direito de propriedade e do setor produtivo
A coerência entre discurso e prática foi, segundo o deputado federal Marcos Pollon (PL-MS), uma das principais marcas de seu mandato na Câmara dos Deputados. Ao fazer um balanço de sua atuação desde a eleição de 2022, o parlamentar afirma que manteve sua atuação em Brasília alinhada aos compromissos assumidos com os eleitores e que não abriu mão das bandeiras que o levaram à vida pública.
“Foi um mandato inteiro focado em manter essa coerência”, afirmou Pollon ao comentar o período entre a eleição de 2022 e o atual momento político. Para o deputado, mesmo diante de um cenário nacional marcado por intensos conflitos políticos e econômicos, seu mandato preservou a identidade construída ainda durante a campanha.
Entre as principais pautas defendidas por Pollon está a política de acesso a armas de fogo e o direito à legítima defesa. O deputado avalia que o setor enfrentou fortes restrições durante o atual governo federal, mas atribui à atuação da oposição no Congresso a contenção de medidas que, segundo ele, poderiam ampliar ainda mais essas restrições.
A defesa dos clubes de tiro e dos praticantes de tiro esportivo também esteve entre as frentes de atuação do parlamentar. Segundo Pollon, sua posição sempre foi a de defender uma política de segurança pública que concentre esforços no combate ao crime e às organizações criminosas, sem transformar o cidadão que cumpre a lei em alvo de restrições.
Para o deputado, essa mesma lógica orienta sua atuação em defesa do direito de propriedade e do setor produtivo. Pollon afirma que acompanha com preocupação as dificuldades enfrentadas pelo agronegócio e defende uma política que preserve quem trabalha, produz e contribui para o desenvolvimento econômico do país.
“A segurança pública não pode tratar de forma semelhante o criminoso e o cidadão que busca exercer seus direitos dentro da legalidade”, afirmou.
Na avaliação do parlamentar, o Estado precisa estabelecer prioridades claras e concentrar sua estrutura no enfrentamento à criminalidade organizada, garantindo, ao mesmo tempo, que os direitos de quem age dentro da lei sejam preservados.
Ao falar sobre sua própria trajetória política, Pollon também relembrou o apoio que recebeu do então presidente Jair Bolsonaro, que chegou a manifestar apoio à sua candidatura ao Senado. O deputado, no entanto, afirma que nunca encarou a política como um projeto pessoal e que, diante das decisões partidárias, optou por respeitar os encaminhamentos e concentrar seus esforços na missão que lhe foi confiada.
“Eu nunca fui candidato de mim mesmo”, afirmou.
Para Pollon, a frase resume a maneira como enxerga sua atuação política: menos centrada em projetos individuais e mais comprometida com um propósito e com as pautas que defende.
É dentro dessa perspectiva que o deputado afirma ter recebido de Flávio Bolsonaro a missão de contribuir para a construção de uma ampla bancada de apoio ao futuro governo e também de participar do processo de transição relacionado à política de acesso a armas de fogo.
O parlamentar afirma que, ao longo do mandato, manteve diálogo próximo com segmentos que considera diretamente ligados às pautas que defende, especialmente o agronegócio e o tiro esportivo. Na avaliação de Pollon, esses setores estiveram entre os que sofreram maior pressão durante o atual governo federal.
Ao olhar para o próximo ciclo político, o deputado afirma que o desafio deixa de ser apenas preservar as posições que marcaram seu mandato e passa a ser também ampliar a capacidade de articulação política para transformar essas pautas em ações de governo.
Sendo assim, Pollon aponta a construção de uma bancada forte e alinhada a Flávio Bolsonaro como uma das principais tarefas para o próximo período. A proposta, segundo ele, é reunir parlamentares capazes de dar sustentação política a uma agenda voltada à liberdade, à segurança pública, ao direito de propriedade e à valorização de quem produz.
Mais do que uma mudança de discurso, Pollon apresenta esse movimento como uma continuidade daquilo que considera ter sido a principal característica de seu mandato, manter-se fiel aos princípios que apresentou aos eleitores e trabalhar para ampliar, no campo político, a força necessária para defendê-los.

COMENTÁRIOS