Vander Loubet une Estado e União em articulação para socorrer Campo Grande após temporal
Estado, Prefeitura e União se unem em Brasília para buscar respostas aos estragos que deixaram Campo Grande parcialmente paralisada após o temporal.
O candidato ao Senado Vander Loubet e o governador Eduardo Riedel (Divulgação, Segov) O governador Eduardo Riedel (PP) designou o coordenador-geral da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil de Mato Grosso do Sul (Cepdec-MS), coronel Hugo Djan Leite, para representar o Governo do Estado em uma reunião nesta terça-feira (15), em Brasília, sobre os estragos provocados pelo forte temporal que atingiu Campo Grande na última quinta-feira (10).
O encontro foi articulado pelo deputado federal Vander Loubet (PT-MS), candidato ao Senado, e contará também com a participação da prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), além do ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Nobre Guimarães.
A pauta será a busca por medidas emergenciais e recursos para reduzir os impactos provocados pelas chuvas, que deixaram um rastro de alagamentos, quedas de árvores, destelhamentos e interrupções no fornecimento de energia elétrica em diferentes regiões da Capital.
Reunião ocorre em meio à disputa eleitoral
Apesar de ocorrer em um período de intensa movimentação política em Mato Grosso do Sul, Vander Loubet afirma que a prioridade deve ser o atendimento à população atingida.
“Não é o momento de pensar em campanha, mas nos moradores que enfrentam situações graves em decorrência da tempestade”, declarou o deputado.
A reunião coloca na mesma mesa representantes de diferentes grupos políticos em busca de soluções para um problema que não respeita partido ou ideologia.
Para o Governo do Estado, o envio do coordenador da Defesa Civil demonstra que a discussão terá também caráter técnico, especialmente diante da necessidade de avaliar os danos e definir quais medidas podem ser adotadas em conjunto com o Governo Federal.
Temporal deixou prejuízos e expôs vulnerabilidades
Campo Grande registrou 18 milímetros de chuva em apenas 30 minutos no primeiro episódio da tempestade. Até sábado (12), o acumulado chegou a 85 milímetros em 24 horas.
Os ventos ultrapassaram 85 km/h e mais de 5 mil raios foram registrados durante o temporal.
Árvores foram arrancadas pela raiz, imóveis ficaram destelhados, ruas foram tomadas pela água e prédios históricos da região central também sofreram danos.
Mesmo mais de 48 horas depois da tempestade, algumas regiões da Capital ainda enfrentavam problemas no fornecimento de energia elétrica.
O episódio também reacendeu a discussão sobre a preparação de Campo Grande e de Mato Grosso do Sul para eventos climáticos extremos.
Articulação entre Estado e União
A reunião em Brasília também ocorre após outras articulações políticas envolvendo Riedel, Lula e Vander Loubet.
Em abril deste ano, Vander participou da articulação que levou o governador Eduardo Riedel a uma agenda com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tratar de recursos destinados a investimentos em rodovias de Mato Grosso do Sul.
O deputado defende que divergências eleitorais não devem impedir a união de forças quando estão em jogo recursos e ações de interesse do Estado.
O problema é maior que a eleição
O temporal de Campo Grande deixa uma lição que vai além da disputa eleitoral de 2026: eventos climáticos extremos exigem planejamento, prevenção e capacidade de resposta.
Mais do que discursos em Brasília, a população espera que a reunião produza recursos, obras, recuperação da infraestrutura e medidas concretas.
Se Estado, Prefeitura e União conseguirem transformar a articulação política em resultados práticos, quem ganha é o cidadão.
Porque, depois que a chuva passa e as câmeras vão embora, são os moradores que continuam convivendo com os estragos.

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