Marquinhos Trad diz apoiar servidores, mas veto mantém devolução sem correção em Campo Grande
Discurso em plenário contrasta com resultado prático: servidores seguem sem atualização justa dos valores cobrados indevidamente
vereador Marquinhos Trad / Assessoria de Imprensa do Vereador Na Câmara Municipal de Campo Grande, o debate foi claro, objetivo e, acima de tudo, revelador. O projeto que garantia a devolução corrigida de valores cobrados a mais dos servidores foi aprovado por unanimidade. Um gesto raro de consenso. Mas o que parecia ser uma vitória da justiça administrativa acabou esbarrando no veto do Executivo — e o veto permanece.
O vereador Marquinhos Trad foi à tribuna declarar apoio aos servidores municipais. Fez discurso firme, falou em respeito e reconhecimento. No entanto, na política, não basta intenção declarada — é preciso resultado efetivo. E o fato concreto é que a devolução continua sem a correção monetária que recompõe integralmente o prejuízo.
Em qualquer relação entre Estado e cidadão, a regra deveria ser simples: se o poder público cobra indevidamente, devolve com atualização justa. O contribuinte não tem prazo elástico quando deve ao município. Por que o contrário deveria ser diferente?
O episódio escancara um problema recorrente na administração pública brasileira: a distância entre a retórica e a prática. Defender servidor é mais do que discurso protocolar. É enfrentar o ônus político quando necessário, é trabalhar para derrubar veto injusto, é garantir coerência entre voto e consequência.
Em Campo Grande, os servidores aguardam não palavras, mas a reparação completa. A população espera responsabilidade fiscal com sensibilidade social — duas coisas que não se excluem. Pelo contrário, caminham juntas.
No estilo direto que consagrou jornalistas como Alexandre Garcia, é preciso dizer: o cidadão não vive de discurso. Vive de justiça concreta. E, neste caso, ela ainda não chegou por inteiro.

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