Sargento Prates quer Colégios Cívico-Militares em todos os municípios de MS
Candidato a deputado estadual defende expansão do modelo como estratégia para ampliar qualidade, disciplina e cidadania na educação
O candidato a deputado estadual Sargento Prates colocou a educação entre as principais bandeiras de sua campanha e apresentou uma proposta que promete provocar debate em Mato Grosso do Sul: a implantação gradual de Colégios Cívico-Militares em todos os municípios do Estado.
A ideia, segundo a proposta apresentada pelo candidato, é ampliar o acesso dos estudantes a um modelo de ensino que combine qualidade educacional, disciplina, responsabilidade e formação para a cidadania, independentemente da cidade onde a família reside.
Prates defende que a educação não pode ser uma oportunidade restrita aos grandes centros. Para ele, crianças e adolescentes dos municípios do interior também precisam ter acesso a estruturas e projetos capazes de prepará-los para os desafios acadêmicos e profissionais.
“Não é sobre farda. É sobre formar caráter, ensinar valores e preparar nossos jovens para o futuro.”
Proposta prevê expansão gradual
De acordo com o plano apresentado, a implantação ocorreria de forma gradual e envolveria parcerias entre os municípios e o Governo do Estado.
Entre as medidas previstas estão a expansão dos colégios para diferentes regiões de Mato Grosso do Sul, formação continuada dos professores, valorização da comunidade escolar e a integração entre ensino, disciplina e cidadania.
A proposta também busca garantir que o local onde o estudante mora não seja determinante para a qualidade da educação que recebe.
“Quero um MS onde o CEP não defina as oportunidades de uma criança.”, afirma Prates.
Educação como prioridade
A defesa do modelo cívico-militar coloca em evidência uma discussão que ultrapassa a questão da disciplina dentro das escolas. Para o candidato, o Estado precisa atuar para criar oportunidades educacionais em todas as regiões.
“Educação transforma vidas. E o Estado precisa estar presente em cada cidade, oferecendo oportunidades reais para nossa juventude”, destaca Prates na apresentação da proposta.
A iniciativa deverá encontrar defensores e críticos, especialmente porque o modelo cívico-militar envolve diferentes visões sobre gestão escolar, participação da comunidade e formação dos estudantes.
O ponto central da proposta de Sargento Prates, porém, é claro: levar para todo Mato Grosso do Sul um modelo de educação que, em sua avaliação, pode unir ensino de qualidade, disciplina e formação cidadã.
Independentemente das disputas ideológicas que normalmente cercam o tema, existe uma questão que deveria ser consenso: Mato Grosso do Sul precisa discutir seriamente como melhorar a educação pública e ampliar as oportunidades para os estudantes do interior.
Se a proposta de Sargento Prates vai funcionar ou não, caberá ao debate público, aos especialistas e à própria sociedade avaliar. Mas colocar educação, disciplina e formação dos jovens no centro da discussão eleitoral é, sem dúvida, um debate que merece espaço.
No fim das contas, o futuro de Mato Grosso do Sul não será construído apenas com obras e discursos políticos, mas principalmente dentro das salas de aula.


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