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Campo Grande,11/02/2026

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Lealdade em tempos de perseguição: Tarcísio reafirma o bolsonarismo e expõe o jogo político de 2026

Ao visitar Bolsonaro e declarar apoio a Flávio, governador de São Paulo envia um recado claro: 2026 já começou e não será decidido nos bastidores do poder


Lealdade em tempos de perseguição: Tarcísio reafirma o bolsonarismo e expõe o jogo político de 2026 Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro – Foto: X

Por mais que tentem reescrever a história em tempo real, há gestos que falam mais alto do que discursos ensaiados. A visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, à unidade prisional onde o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre pena — visita esta autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal — não é apenas um ato de solidariedade pessoal. É um gesto político carregado de simbolismo.

Num país em que o Estado frequentemente parece confundir justiça com vingança e legalidade com conveniência, a presença de Tarcísio ao lado da família Bolsonaro serve como um recado claro: há quem não aceite a lógica do isolamento forçado, da tentativa de apagar lideranças pela via judicial. Lealdade, no mundo real da política, é artigo raro — especialmente quando o custo é alto.

Questionado sobre o apoio ao senador Flávio Bolsonaro nas próximas eleições, Tarcísio foi direto, sem rodeios e sem medo do cancelamento institucionalizado: “Claro, sem dúvida, como tenho afirmado constantemente”. Não é apenas apoio eleitoral. É a reafirmação de um campo político que, apesar da pressão, segue vivo e organizado.

Enquanto setores do establishment apostam no cansaço da população e na criminalização da divergência, a movimentação de Tarcísio mostra que 2026 já começou — e começou com clareza de lado. O bolsonarismo, gostem ou não seus adversários, segue como força política real, com base social, liderança e sucessão.

No fim das contas, a história costuma ser implacável com os omissos e generosa com os que mantêm posição. Em tempos de silêncio cúmplice, quem fala e quem aparece assume riscos. E é justamente isso que diferencia convicção de conveniência.




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