Culpa não se herda: tentativa de associar Thelma Lopes a crimes do pai é ataque político sem base legal
Condenação do ex-prefeito Sérgio Mendes não atinge a chefe da Casa Civil; no Estado de Direito, responsabilidade é individual e insinuação não substitui prova
Thelma Fernandes Mendes Nogueira Lopes, Secretária Especial da Casa Civil, ao lado da prefeita Adriane Lopes (Foto: Marcos Maluf)... veja mais em https://www.campograndenews.com.br/politica/conheca-os-secretarios-empossados-hoje-pela-prefeita-adriane-lop Culpa não se herda, responsabilidade não se transfere e biografia não se contamina por conveniência política. Esse é o ponto central que parte da imprensa insiste em ignorar — talvez por desinformação, talvez por má-fé.
No caso que ganhou repercussão recente, é preciso afirmar com todas as letras, Thelma Fernandes Mendes Nogueira Lopes não pode ser associada, insinuada ou responsabilizada por qualquer ato cometido por seu pai. Isso não é defesa política. É defesa do Estado de Direito.
O fato é um. A narrativa tenta ser outro.
O ex-prefeito de Sete Quedas, Sérgio Roberto Mendes, foi condenado, teve a sentença transitada em julgado e responde individualmente por seus atos. Foi preso, obteve prisão domiciliar provisória por decisão judicial fundamentada em razões humanitárias, está monitorado por tornozeleira eletrônica e aguarda perícia médica. Tudo dentro da lei. Tudo dentro do processo penal. Tudo restrito a ele.
A partir daí, tentar puxar para dentro dessa história o nome da chefe da Casa Civil é forçar a barra, esticar o elástico da narrativa até ele arrebentar na desonestidade intelectual.
No Brasil da lei, culpa não é genética
O Direito Penal brasileiro é cristalino: a responsabilidade é pessoal. Não se transmite por laço de sangue, sobrenome ou árvore genealógica. Se fosse diferente, voltaríamos aos tempos em que famílias inteiras pagavam por decisões individuais — prática típica de regimes autoritários, não de democracias.
Não existe investigação, denúncia, citação ou qualquer apontamento contra Thelma Fernandes Mendes Nogueira Lopes. Zero. Nada. O resto é ruído político.
Justiça decidiu. E decidiu como manda a Constituição
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul não absolveu ninguém, não anulou condenação e não passou pano. Apenas concedeu, de forma provisória, prisão domiciliar com monitoramento eletrônico, até a realização de perícia médica. Chama-se legalidade. Chama-se humanidade. Chama-se devido processo legal.
O Ministério Público questionou, o juiz ponderou, o desembargador decidiu. Isso é Justiça funcionando — algo que muitos só aplaudem quando a decisão agrada ao seu palanque.
O alvo real não é o pai. É o cargo.
O que incomoda não é o passado do ex-prefeito condenado. O que incomoda é o presente político. Thelma ocupa um dos cargos mais estratégicos da gestão da prefeita Adriane Lopes, e isso, para certos setores, já basta para tentar criar desgaste por associação.
É a velha tática: quando não há fato contra a pessoa, cria-se uma sombra. Quando não há prova, planta-se dúvida. Quando não há denúncia, fabrica-se insinuação.
O Regional Notícia não compactua com linchamento moral
Defender que cada um responda pelos seus próprios atos não é relativizar corrupção. É exatamente o contrário: é preservar a seriedade do combate à corrupção, sem transformá-lo em espetáculo, perseguição ou caça às bruxas.
Misturar biografias, colar culpas e empurrar narrativas por conveniência política não fortalece a moral pública. Apenas revela desespero.
E aqui fica o registro, claro e direto: Thelma Fernandes Mendes Nogueira Lopes não responde por nada, não é investigada por nada e não pode ser usada como atalho narrativo para atacar uma gestão.
No Estado de Direito, a lei vale para todos. Inclusive para quem prefere julgamento por manchete.

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