Mercado imobiliário: cuidados essenciais na renovação de contratos e no reajuste do aluguel
Advogada explica como revisar contratos, evitar golpes na compra de imóveis e negociar reajustes de aluguel de forma segura
São Paulo, janeiro de 2026 - Inquilinos, proprietários e compradores precisam ficar atentos às negociações imobiliárias. Avaliar a locação com cuidado, ter atenção na compra do imóvel e aplicar corretamente o reajuste do aluguel são atitudes importantes para evitar problemas, conflitos e insegurança jurídica.
Durante a renovação do contrato de locação, inquilinos e proprietários têm a chance de reavaliar cláusulas que, ao longo do ano, acabam ficando em segundo plano. Mudanças no valor do aluguel, substituição do fiador ou alteração do índice de reajuste devem estar expressamente previstas no contrato e só podem ser feitas com o acordo de ambas as partes. Dados do mercado mostram que quem alugou um imóvel em 2024 pagou, em média, 13,5% a mais do que em 2023 para propriedades semelhantes, um aumento bem superior à inflação do período, que ficou em 4,83%, conforme o IBGE.
Outro ponto que costuma gerar dúvidas é o reajuste de aluguel. O aumento só pode ser aplicado conforme o índice previsto em contrato, geralmente anual, e deve respeitar a legislação vigente. O proprietário não pode reajustar o valor de forma arbitrária ou em periodicidade inferior à estipulada. Em momentos de alta inflação ou variação dos índices, a negociação entre as partes se torna uma alternativa para manter o equilíbrio do contrato e evitar rescisões.
Já na compra de imóveis, a atenção deve ser ainda maior. “Golpes envolvendo anúncios falsos e contratos irregulares têm se tornado cada vez mais comuns. Antes de fechar negócio, é essencial verificar a matrícula do imóvel, a regularidade do vendedor, a existência de dívidas ou pendências judiciais e todas as condições do contrato”, orienta a Dra Carmem Lilian, advogada do escritório Bosquê & Grieco.
“Em um mercado imobiliário cada vez mais dinâmico, informação e atenção aos detalhes são aliados importantes para garantir relações contratuais mais transparentes e seguras, tanto para quem aluga quanto para quem compra um imóvel”, conclui a advogada.

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