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Campo Grande,11/02/2026

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Idosa arrastada pelo cabelo e agredida em baile da terceira idade em Campo Grande

Idosa de 69 anos denuncia agressão em baile da terceira idade; clube nega tudo e culpa a vítima pelo tumulto


Idosa arrastada pelo cabelo e agredida em baile da terceira idade em Campo Grande

Senhoras e senhores, o que era para ser uma tarde de lazer e pastel virou palco de uma tragédia moral. Campo Grande assistiu — de novo — à inversão completa de valores: uma idosa de 69 anos, chamada Idalina, foi humilhada, arrastada pelos cabelos e chamada de “bêbada” quando, na verdade, era vítima de uma importunação sexual em pleno baile da terceira idade.

Sim, o agressor, aquele que deveria estar atrás das grades, foi tratado com mais cuidado do que a própria vítima. Enquanto ele se deliciava, sem pedir, com a porção de massa de pastel da senhora, ainda teve a ousadia de colocar a mão nas partes íntimas dela, no meio do tumulto. E a resposta do clube? Em vez de proteger a idosa, arrastaram-na pelo cabelo, chutaram suas pernas e a jogaram para fora como se fosse uma criminosa. O Brasil virou mesmo o país do “bandido de estimação”.

E como toda boa novela da impunidade, os responsáveis pelo local tentaram abafar o caso. Celulares desligados, portas que não se abrem, desculpas esfarrapadas de que a casa “estava cheia” e que não queriam “escândalo”. Escândalo é tratar uma senhora dessa forma. Escândalo é permitir que uma funcionária — que nem segurança era — aja como jagunça de cabaré, arrastando uma idosa pelo salão diante de todos.

E vejam o cinismo: a família ouviu a justificativa de que “se o agressor fosse expulso, poderia fugir”. Ora, como se a integridade de uma idosa valesse menos que a comodidade de manter o suspeito dentro da festa. A inversão de papéis é tamanha que a vítima virou ré, e o abusador, hóspede de honra.

A polícia chegou — quatro viaturas, rápido, como deve ser em crime contra mulher. A corporação fez seu papel. Mas a vergonha já estava feita: a vítima saiu de lá aos prantos, depressiva, humilhada, sem dormir, sem comer. E o clube? O clube segue tocando a música, como se nada tivesse acontecido.

Eis a Campo Grande que estamos deixando florescer: a do silêncio cúmplice, a da covardia travestida de “manter a ordem”, a da omissão que protege quem agride e expulsa quem é agredido. O baile da terceira idade virou baile da vergonha.

Porque, meus amigos, quando até a massa de pastel vira estopim de violência contra idosa, não estamos diante de um simples caso policial. Estamos diante de uma sociedade doente, onde a covardia ganha palanque e a vítima perde até o direito de existir com dignidade.

Direito de Resposta

O site Notícia Regional entrou em contato com o responsável pelo clube, que enviou nota de esclarecimento na qual nega veementemente todos os fatos relatados pela família. Segundo a versão oficial:

  • Nenhum funcionário tocou na Sra. Idalina.
  • O tumulto teria começado quando a Sra. Idalina, “em estado de exaltação”, derrubou mesas e cadeiras, atingindo inclusive uma cliente que é profissional de segurança (e não empregada do clube).
  • Essa cliente, e não os funcionários, teria realizado uma “contenção técnica” e auxiliado na retirada da idosa para preservar a integridade dos demais presentes, em sua maioria idosos.
  • O Sr. Abílio da Silva, companheiro da vítima, também precisou ser retirado, “sem violência”, por estar alterado.
  • O clube destacou ainda que sua nota pública já foi amplamente divulgada e recebeu centenas de manifestações espontâneas de frequentadores, confirmando a “contenção moderada por terceiros” e a conduta dialogal da equipe.

O Notícia Regional, seguindo a legalidade e o direito ao contraditório, mantém aberto o espaço para que todos os envolvidos possam se manifestar.





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