Da formação de médicos ao Hospital Binacional: trajetória de Carlos Bernardo ajuda a explicar propostas para a saúde
Relatos de pacientes, médicos e lideranças relacionam experiências construídas ao longo dos anos a propostas para ampliar atendimento especializado, fortalecer a atenção básica e aproximar a saúde de quem vive no interior e na fronteira
Na saúde, as propostas apresentadas por Carlos Bernardo para a Câmara dos Deputados não aparecem isoladas. Ao contrário, se conectam com experiências anteriores ligadas à formação de profissionais, ao funcionamento de clínicas universitárias e à realidade da fronteira entre Brasil e Paraguai.
Carlos Bernardo é candidato a deputado federal pelo União Brasil em Mato Grosso do Sul, com o número 4455. Entre as áreas defendidas por ele, a saúde integra propostas que passam pela atenção básica e preventiva, telessaúde, interiorização de especialidades, formação de profissionais e pelo Hospital Binacional de Fronteira.
Mas, muito antes de chegar às propostas, Carlos tem experiências concretas relatadas por quem já esteve do outro lado do atendimento.
Sabina Ortega, moradora de Ponta Porã, conta que utilizou clínicas ligadas à universidade. Para ela, a experiência explica por que vê relação entre a trajetória do empresário e aquilo que ele propõe para a saúde. “Eu já fui atendida nas clínicas e o atendimento foi maravilhoso. É justamente por isso que acredito que ele pode ajudar a melhorar a saúde. Ele já tem experiência nessa área e conhece o que a população precisa”, afirma.
O relato de Sabina introduz uma das características da atuação de Carlos na área: a aproximação entre formação profissional e assistência à população. Essa mesma ligação aparece na história da médica Anna Victoria. Formada pela Universidad Interamericana e aprovada nas duas etapas do Revalida, ela hoje atua em Dourados e recorda o apoio recebido durante a graduação e até nas etapas posteriores necessárias para exercer a profissão no Brasil.
Anna destaca que, sempre que precisou da instituição durante esse processo, encontrou suporte, inclusive para a documentação necessária ao registro profissional.
Os dois depoimentos tratam de momentos diferentes de uma mesma cadeia: de um lado, quem procura atendimento; de outro, quem está sendo preparado para oferecê-lo.
É nesse ponto que a experiência na educação médica se conecta a outra proposta apresentada por Carlos Bernardo: ampliar e qualificar a presença de profissionais de saúde, especialmente em regiões onde há maior dificuldade para preencher equipes e oferecer serviços especializados. A plataforma também prevê interiorizar exames, cirurgias e especialidades e ampliar o uso de telessaúde e atendimento remoto.
Para Bira, presidente da Câmara Municipal de Ivinhema, é justamente essa combinação entre saúde e educação que diferencia a trajetória que ele conheceu.
“Sou um defensor da área da saúde e encontrei no Carlos Bernardo alguém que também tem esse compromisso. Na educação, a gente conhece o trabalho que ele vem desenvolvendo e sabe o quanto pode contribuir”, declarou.
Da formação profissional à dificuldade de quem precisa de atendimento
Se os primeiros relatos partem de experiências ligadas à formação e ao atendimento, outros mostram o problema sob a perspectiva de quem ainda enfrenta dificuldade para conseguir assistência.
Nadia Rossi, mãe de uma menina de 10 anos, relata uma busca que já dura anos por serviços de saúde e assistência social em Ponta Porã. Foi a partir dessa realidade que, segundo ela, passou a observar as propostas apresentadas por Carlos.
“São 10 anos procurando uma assistência social, uma saúde e alguém que olhe por isso. Eu vim conhecer as propostas do Carlos Bernardo e vi que elas são voltadas à saúde, à assistência social, que é o que a gente precisa”, relata.
O depoimento muda o ponto de vista, mas mantém a discussão: não basta formar profissionais se determinados serviços continuam concentrados longe de quem precisa deles. É justamente nesse ponto que aparece a principal proposta de Carlos para a área: o Hospital Binacional de Fronteira.
O projeto que depende de articulação federal, cooperação internacional e recursos orçamentários para se concretizar ampliaria o acesso a exames, cirurgias e atendimento de maior complexidade na região de fronteira.
A proposta pretende enfrentar uma realidade descrita de forma simples por Marizete da Cunha Santos, moradora da região. Segundo ela, famílias da fronteira ainda precisam percorrer longas distâncias e enfrentar espera por vagas quando necessitam de determinados atendimentos.
A mesma preocupação aparece no relato do vereador Edinho, de Ponta Porã. Ele afirma que saúde está entre as demandas mais frequentes recebidas pelo gabinete.
“A maior procura que chega ao nosso gabinete é justamente na área da saúde. As pessoas esperam por exames, cirurgias e atendimentos especializados”, afirma. Para ele, a discussão sobre o Hospital Binacional está relacionada diretamente a esse problema cotidiano.
Por isso, o Hospital Binacional ocupa espaço central na agenda de Carlos, mas sua plataforma para saúde é mais ampla. Além da unidade de fronteira, estão previstas medidas para fortalecer a atenção básica e a prevenção, expandir a telessaúde, levar serviços especializados a polos regionais e melhorar a formação e as condições de atuação dos profissionais de saúde.

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