Asfalto após décadas: obras levam nova perspectiva a bairros históricos de Campo Grande
Frentes de drenagem e pavimentação contemplam comunidades com relatos de espera superior a 40 anos; investimentos incluem melhorias no acesso e calçadas acessíveis
Ruas de terra, poeira dentro de casa e dificuldades para circular nos dias de chuva fazem parte da história de muitos bairros de Campo Grande. Agora, obras de drenagem e pavimentação anunciadas pela Prefeitura abrem uma nova perspectiva para famílias que aguardam essas melhorias há décadas. Entre as regiões contempladas estão Jardim Los Angeles, Santa Emília, Aquarius, Tijuca II, Verdes Mares, Lagoa Park, Villa Lobos e Jardim Batistão. As intervenções estão em diferentes etapas de contratação e execução.
Na Região Urbana do Lagoa, duas ordens de serviço assinadas em 2 de outubro autorizam investimentos de aproximadamente R$ 21,9 milhões em 43 vias. O pacote prevê asfalto, drenagem pluvial, calçadas acessíveis e sinalização. Segundo a administração municipal, a escolha atende comunidades que acumulam mais de 40 anos de espera pela pavimentação.
Lagoa Park, Villa Lobos e Jardim Batistão terão intervenções em 28 ruas e três travessas, com investimento superior a R$ 15 milhões e prazo anunciado de um ano. No Tijuca II e Verdes Mares, são sete ruas e cinco travessas, com mais de R$ 6,9 milhões e previsão de seis meses para execução. Esses prazos foram divulgados na assinatura das ordens de serviço.
No Santa Emília, bairro com 51 anos de história, a ordem de serviço assinada em 25 de setembro contempla uma segunda etapa de drenagem e pavimentação, abrangendo também os residenciais Aquarius I e II. São R$ 17,36 milhões para 29 ruas, com prazo de 360 dias. Outra etapa, estimada em R$ 9,58 milhões, ainda estava em procedimentos administrativos na ocasião do anúncio.
No Jardim Los Angeles, a Prefeitura anunciou em julho um projeto de R$ 16,1 milhões, dividido em etapas, para intervenções em oito vias. O relato da aposentada Rosemary Dias, reproduzido pelo portal municipal, ajuda a dimensionar a importância da obra: moradora há 40 anos, ela descreveu uma rotina marcada por poeira, barro e pedras nas ruas. O presidente da associação de moradores, José Carlos Pereira, também registrou uma espera de cinco décadas pela melhoria.
Para quem mora e mantém comércio nessas comunidades, a expectativa vai além da mudança no aspecto das ruas. Nos depoimentos publicados pela Prefeitura, moradores associam a pavimentação à facilidade de acesso dos clientes, à redução da poeira e a melhores condições para circular pelo bairro.
As intervenções integram o Vira CG Infraestrutura, que, conforme o Município, reúne mais de R$ 280 milhões para ações de infraestrutura, dos quais R$ 240 milhões são destinados à drenagem e pavimentação. A Sisep é responsável pelo acompanhamento e pela fiscalização dos serviços contratados.
Depois de décadas de espera, a chegada das obras representa uma oportunidade concreta de desenvolvimento para esses bairros. A transformação esperada pelas famílias dependerá da continuidade dos serviços, da qualidade da execução e da entrega das ruas em condições adequadas de uso.
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