Após tombo de 13,88%, Bolsa terá terça-feira de atenção ao dólar e às contas públicas
Ações brasileiras negociadas nos Estados Unidos dão sinais de recuperação no pré-mercado, mas cenário ainda é de incerteza após reação à reeleição de Lula
O mercado financeiro brasileiro inicia esta terça-feira (27) diante da expectativa de uma possível acomodação após a forte queda registrada no primeiro pregão depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Investidores acompanham o comportamento do dólar, dos juros e das ações para avaliar se haverá recuperação ou continuidade da pressão de venda.
Na segunda-feira (26), o Ibovespa, principal indicador da Bolsa brasileira, caiu 13,88%. O dólar comercial avançou 8,21% e fechou a R$ 5,403. A reação ocorreu em meio à revisão das apostas eleitorais e às preocupações de investidores com os gastos públicos e a trajetória da dívida do país.
Sinais antes da abertura
No pré-mercado dos Estados Unidos, ações de empresas brasileiras apresentavam recuperação nesta terça-feira. Por volta das 6h30, os papéis da Petrobras subiam 0,67%, enquanto os do Itaú avançavam 0,26% e os do Bradesco, 1,27%, segundo levantamento da Folha de S.Paulo.
O fundo EWZ, que reúne ações brasileiras negociadas em Nova York, também registrava leve alta após a forte perda da sessão anterior. Os números indicam uma tentativa inicial de recuperação, mas não garantem que o Ibovespa abrirá ou terminará o dia em alta.
O que esperar hoje
A tendência para o pregão é de volatilidade, com possibilidade de oscilações ao longo do dia. De um lado, a queda acentuada de segunda-feira pode atrair investidores interessados em comprar ações que ficaram mais baratas. De outro, as dúvidas sobre a política econômica e as contas públicas podem manter a cautela.
O comportamento do dólar e dos juros futuros será acompanhado de perto. Se ambos perderem força, poderão favorecer uma recuperação das ações. Caso voltem a subir, empresas que dependem mais do crédito e do consumo interno, como varejistas e construtoras, podem continuar pressionadas.
Também estarão no radar as sinalizações do governo sobre gastos, orçamento e a condução da economia. Para o consumidor, a persistência de um dólar mais alto e de juros elevados pode, com o tempo, influenciar preços e encarecer o crédito.

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