Lucas Bitencourt busca novas fontes de financiamento para a educação de Campo Grande em encontro nacional no Rio
Secretário municipal participa de debates com gestores das capitais sobre recursos, reforma tributária e eficiência na aplicação do orçamento educacional
O secretário municipal de Educação de Campo Grande, Lucas Bitencourt, participa nesta quinta e sexta-feira, dias 13 e 14 de agosto, no Rio de Janeiro (RJ) O secretário municipal de Educação de Campo Grande, Lucas Bitencourt, participa nesta quinta e sexta-feira, dias 13 e 14 de agosto, no Rio de Janeiro (RJ), do encontro nacional “Diálogos Formativos: Financiamento da Educação”, promovido pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação das Capitais (Consec).
A agenda reúne gestores das redes municipais de ensino das principais capitais brasileiras e coloca no centro do debate um dos maiores desafios da administração pública: como ampliar os investimentos na educação sem perder eficiência na aplicação dos recursos.
Durante o encontro, estão sendo discutidos temas como captação de recursos, planejamento orçamentário e financeiro, cooperação entre os diferentes níveis de governo e os possíveis impactos da reforma tributária sobre o financiamento da educação básica.
Segundo Lucas Bitencourt, a participação de Campo Grande tem como objetivo buscar alternativas que possam ampliar a capacidade de investimento da Rede Municipal de Ensino (Reme).
“Estamos trabalhando a captação de recursos para a ampliação financeira da Reme de Campo Grande”, afirmou o secretário.
O secretário também participou de atividades ao lado de representantes das secretarias de Educação de Fortaleza, Goiânia e São Paulo. A proposta, segundo Bitencourt, é compartilhar experiências e buscar soluções que possam ser adaptadas à realidade de cada capital.
Reforma tributária entra no debate
Um dos painéis acompanhados pelo secretário tratou diretamente da relação entre a reforma tributária e o financiamento da educação. A discussão envolve a preservação dos recursos destinados ao ensino e a criação de mecanismos capazes de garantir previsibilidade financeira para que os municípios consigam cumprir metas educacionais.
A programação contou ainda com a participação do professor Carlos Eduardo Moreno Sampaio, especialista com mais de quatro décadas de atuação no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Para Lucas, o contato com profissionais que acompanharam a evolução das políticas educacionais brasileiras representa uma oportunidade importante de aprendizado.
“Hoje, o dia foi de muito aprendizado ao lado do professor Carlos Moreno, que tem mais de 40 anos no Inep”, destacou.
Experiências que podem inspirar Campo Grande
Além dos debates sobre financiamento, a agenda prevê visitas técnicas a unidades da rede municipal do Rio de Janeiro, entre elas o Ginásio Experimental Tecnológico Elza Soares e o Instituto Municipal Helena Antipoff.
A primeira unidade trabalha educação integral associada à cultura digital e ao pensamento computacional. Já o Instituto Municipal Helena Antipoff é referência na área de educação especial inclusiva.
A intenção é conhecer experiências que possam contribuir para o aprimoramento das políticas públicas municipais e, eventualmente, inspirar iniciativas em outras capitais.
Participar de um encontro nacional e buscar novas fontes de financiamento é, sem dúvida, uma iniciativa que merece atenção. Campo Grande precisa aumentar sua capacidade de investimento na educação, mas existe uma segunda parte dessa equação que não pode ser ignorada: não basta colocar mais dinheiro; é preciso demonstrar onde ele está sendo aplicado e quais resultados está produzindo.
O contribuinte não quer apenas ouvir que a Reme precisa de mais recursos. Ele quer escolas melhores, professores valorizados, estrutura adequada, inclusão funcionando e, principalmente, alunos aprendendo.
Lucas Bitencourt tem agora a oportunidade de transformar as experiências discutidas no Rio de Janeiro em resultados concretos em Campo Grande. Se o intercâmbio servir para trazer boas práticas, melhorar a gestão e fazer cada real render mais dentro das salas de aula, a viagem terá valido a pena.
No fim das contas, a verdadeira prova de eficiência de uma secretaria de Educação não está no número de reuniões ou eventos dos quais seus gestores participam, mas naquilo que chega à escola e muda a vida do aluno.
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