Clima extremo em MS expõe descaso e falta de planejamento
O cidadão sul-mato-grossense merece mais do que alertas
Tempo em Campo Grande na manhã de quinta-feira (Foto: Eliel Dias, Midiamax) Enquanto parte do Mato Grosso do Sul enfrenta tempestades com risco de alagamentos, queda de energia e prejuízos às lavouras, outra metade do estado sofre com a seca e a baixa umidade do ar, que chegou a 19% em Campo Grande. Essa divisão climática escancarada deveria ser um alerta para autoridades e gestores públicos, mas o que se vê é o silêncio conveniente de quem deveria agir.
O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu alerta de perigo potencial para as regiões sul e oeste do estado, com previsão de chuvas intensas, ventos de até 60 km/h e possibilidade de granizo. Os riscos são claros: alagamentos, danos às plantações e interrupções no fornecimento de energia. E o que foi feito para mitigar esses impactos? Nada além de comunicados burocráticos. A estrutura pública continua vulnerável, e o cidadão, como sempre, é quem paga a conta.
Enquanto isso, Campo Grande e outras regiões enfrentam calor escaldante e umidade abaixo do ideal. A população sofre com problemas respiratórios, desconforto nos olhos e risco de incêndios florestais. E onde estão os investimentos em prevenção? Onde está a valorização da saúde pública e da proteção ambiental? O discurso verde só aparece em época de eleição.
Essa divisão climática é mais do que um fenômeno meteorológico. É o reflexo de um país onde o planejamento é substituído por improviso, e onde a burocracia se sobrepõe à ação. O cidadão sul-mato-grossense merece mais do que alertas: merece respeito, infraestrutura e políticas públicas que funcionem.
*Com informações midiamax.

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