Homem pelado, ensanguentado e surtado faz a festa no condomínio de Campo Grande: o show de horror de Rafael Scalon Betzkowski
Após invadir apartamento de vizinha, ameaçar moradores com faca e enfrentar a polícia, Rafael Scalon Betzkowski termina algemado e hospitalizado; em depoimento, ele culpa o churrasco pelo show de horrores
Sexta-feira passada, por volta das 22h, Campo Grande foi palco de mais um episódio surreal que só poderia ser descrito como um crossover de filme de terror e comédia. Rafael Scalon Betzkowski, claramente inspirado por doses generosas de álcool e talvez por algum roteiro alternativo de "Pânico", decidiu transformar seu condomínio em um circo do absurdo.
Após um dia aparentemente tranquilo de churrasco e confraternização, Rafael retornou ao condomínio completamente fora de si. Não satisfeito em simplesmente surtar no conforto do lar, ele invadiu um apartamento onde vivem uma mulher e duas crianças, deixando o local com a decoração repaginada em um estilo "slasher movie": sangue para todo lado. Saindo do cenário que ele mesmo protagonizou, Rafael, agora ensanguentado e empunhando uma faca, começou a ameaçar todos que cruzavam seu caminho no estacionamento.
A polícia foi chamada, porque, convenhamos, essa história não teria graça sem uma participação especial da Força Tática. Quando chegaram, encontraram moradores aterrorizados apontando para Rafael, que, entre gritos de “matei duas pessoas” e um strip-tease improvisado, corria nu em direção aos policiais. A resposta foi certeira: tiros de borracha. Mas nosso protagonista não se abalou com a resistência e precisou ser algemado enquanto vociferava sobre um suposto buraco cheio de corpos que, segundo ele, ninguém tinha coragem de verificar.
Enquanto isso, os policiais investigavam o cenário descrito por Rafael, mas, para surpresa de absolutamente ninguém, não havia nenhum buraco ou cadáver no local. O show, na verdade, era só um surto psicótico amplificado pelo álcool e, quem sabe, pela imaginação fértil do cidadão.
O desfecho? Rafael foi levado para a UPA do Coronel Antonino, onde finalmente teria algum descanso — e os moradores também.
"Fui tratado como bandido", diz Rafael
Procurado pelo site Regional Notícia, Rafael deu sua versão dos acontecimentos, que, como esperado, veio repleta de justificativas emocionantes. Segundo ele, tudo começou com um soco em um vidro durante uma discussão no churrasco. A cena digna de novela mexicana culminou em muito sangue e, sem celular ou companhia, ele resolveu caminhar até o condomínio. Rafael afirma que foi tratado como um invasor e não como um morador necessitado de ajuda. Ah, e a parte da nudez? Foi para "provar que não estava armado". Que belo argumento.
Rafael concluiu dizendo que acredita que o medo dos vizinhos contribuiu para a confusão, mas não explicou como o sangue espalhado por crianças e adolescentes se encaixa nessa narrativa.
No fim, fica a pergunta: seria esse o enredo de um novo filme de terror produzido em Campo Grande? Ou apenas mais um capítulo da série "Coisas que só acontecem por aqui"?


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