Após 11 anos à frente do Grupo Fala, fundadoras lançam reverbere com novo modelo de comunicação
Maria Cecília Bere e Thais Bere transformam experiência de mais de uma década no mercado em consultoria focada em posicionamento, reputação, estratégia e inteligência artificial
São Paulo, setembro de 2026 - Depois de 11 anos à frente do Grupo Fala, as empreendedoras Maria Cecília Bere e Thais Bere iniciam um novo capítulo no mercado de comunicação com o lançamento do reverbere. A nova empresa nasce a partir dos aprendizados acumulados durante mais de uma década empreendendo no setor e de uma provocação: diante das transformações do mercado, da evolução tecnológica e da chegada da inteligência artificial, o modelo tradicional de agência ainda responde às necessidades das empresas?
O Grupo Fala encerrou suas operações após 11 anos de trajetória, período em que as sócias atenderam mais de 300 empresas, entre elas Reserva, G4, OAKBERRY, Grupo MAG, Sankhya, Copastur, acompanhando negócios de diferentes setores e momentos de crescimento. A experiência à frente da operação permitiu às fundadoras entender de perto os desafios de empresas em transformação e também identificar limitações estruturais do modelo tradicional de agência, abrindo caminho para a proposta que agora apresentam com a reverbere, que nasce com duas frentes.
A primeira é o Sprint reverbere, consultoria de posicionamento e reputação que entra no contexto do negócio para entender a visão dos fundadores e executivos, seus objetivos e desafios e, a partir disso, estruturar posicionamento, narrativa, reputação, canais, sistema editorial e ferramentas de inteligência artificial. A segunda é uma frente de educação, com conteúdos, comunidades, produtos e experiências voltados principalmente a profissionais e empreendedores de comunicação.
“A comunicação passou a exigir uma velocidade, uma profundidade de contexto e uma proximidade com o negócio que são difíceis de alcançar quando existe uma estrutura externa intermediando permanentemente esse processo. Não é necessariamente um problema de competência da agência. Existe uma questão estrutural no próprio modelo”, afirma Maria Cecília Bere, cofundadora da reverbere.
Com o Sprint, a proposta é atuar antes da execução, sem necessariamente substituir equipes internas ou parceiros já contratados pelas empresas. O reverbere busca organizar a inteligência que orientará o trabalho de comunicação, aproximando posicionamento, reputação e estratégia de negócio.
A transformação também passa pela tecnologia. Para as fundadoras, a inteligência artificial já permite que equipes menores realizem atividades que anteriormente demandavam estruturas mais robustas, mudando a relação entre execução e estratégia.
“A IA não diminui a importância do profissional de comunicação. Na nossa visão, acontece justamente o contrário: quanto mais a tecnologia assume partes da execução, mais importante se torna aquilo que exige repertório, leitura de contexto, pensamento estratégico e capacidade de tomar boas decisões”, explica Thais Bere.
A mudança acompanha uma transformação mais ampla na forma como empresas constroem reputação. Hoje, a comunicação acontece continuamente por meio de fundadores e executivos, colaboradores, redes sociais, conteúdos, eventos, posicionamentos e pela maneira como as organizações respondem aos acontecimentos do mercado. Nesse cenário, o reverbere pretende ocupar um espaço mais próximo da tomada de decisão, ajudando empresas a definir com clareza o que querem construir antes de transformar estratégia em comunicação.
“Chegou um momento em que percebemos que aquilo em que passamos a acreditar sobre o futuro da comunicação já não cabia completamente dentro do modelo que tínhamos construído. Encerrar o Grupo Fala foi também uma decisão de coerência. Queríamos ter liberdade para construir a partir do que acreditamos que será necessário daqui para frente”, diz Thais.
Mais do que uma ruptura, as fundadoras enxergam o reverbere como uma evolução da própria trajetória. “Levamos conosco o repertório, a experiência, as relações e tudo o que aprendemos durante esses anos, mas começamos novamente com uma estrutura mais leve e uma proposta diferente. Continuamos acreditando profundamente no poder da comunicação e continuamos querendo empreender juntas. O que mudou foi a nossa visão sobre como transformar esse conhecimento em negócio”, conclui Maria Cecília.

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