Novo oficializa Catan ao Governo de MS e amplia disputa por espaço na direita sul-mato-grossense
Convenção confirma João Henrique Catan ao Governo, Roberto Oshiro ao Senado e coloca o Partido Novo na disputa pelo eleitor que cobra renovação e coerência na política sul-mato-grossense
O candidato ao Senado, Roberto Oshiro, ao lado do candidato a vice, Antônio João Jacinto, o deputado João Henrique Catan, Juliana Catan e o suplente de Oshiro, Augusto Alessio, durante a apresentação da chapa. (Foto: Paulo Francis) A convenção estadual do Partido Novo, realizada na noite desta quarta-feira (5), em Campo Grande, marcou oficialmente a entrada da legenda na corrida pelo comando de Mato Grosso do Sul. O deputado estadual João Henrique Catan teve sua candidatura ao Governo homologada, enquanto o empresário Roberto Oshiro foi confirmado como candidato ao Senado Federal. A chapa será completada pelo produtor rural, economista e empresário Antônio João Jacinto como candidato a vice-governador.
Além da chapa majoritária, o partido também homologou seus candidatos à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa, encerrando o processo de convenções com um discurso centrado na renovação política, responsabilidade fiscal e redução da influência das velhas estruturas partidárias.
Catan chega à disputa após deixar o Partido Liberal (PL), legenda pela qual foi eleito deputado estadual. A saída ocorreu em meio às divergências internas que surgiram após a reorganização do partido em Mato Grosso do Sul. Sem espaço para disputar um cargo majoritário, encontrou no Novo a oportunidade de liderar um projeto próprio.
Durante seu discurso, o candidato afirmou que sua candidatura representa uma alternativa para o eleitor de direita e criticou as articulações políticas que, segundo ele, tentaram impedir uma candidatura conservadora ao Governo do Estado e ao Senado.
"Tramaram para impedir que a direita disputasse o governo e o Senado. Nosso projeto resistiu e mostrou que existe espaço para quem quer fazer política com coragem", declarou.
Catan também afirmou que pretende seguir referências de gestão como a do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, defendendo valorização dos servidores públicos, revisão do Fundersul, ampliação dos incentivos fiscais para pequenos empreendedores e redução da burocracia para quem produz.
Roberto Oshiro, por sua vez, apresentou sua candidatura ao Senado como uma alternativa aos grupos políticos tradicionais. Em seu pronunciamento, criticou a repetição dos mesmos nomes nas disputas eleitorais e defendeu uma atuação mais próxima das demandas da população.
"Não adianta votar sempre nas mesmas pessoas nem aceitar apenas os candidatos que o sistema quer", declarou o empresário Roberto Oshiro
Além das candidaturas majoritárias, o Novo homologou uma nominata completa para deputado federal e deputado estadual, fortalecendo sua presença em diversas regiões de Mato Grosso do Sul. Entre os candidatos à Assembleia Legislativa está Luana Riqueza, além de lideranças de Campo Grande, Dourados, Corumbá, Bonito, Chapadão do Sul, Costa Rica, Naviraí, Jardim, Guia Lopes da Laguna e Nova Andradina.
Antônio João Jacinto, Luana Riqueza e Dep Estadual João Henrique Cantan
A entrada oficial de João Henrique Catan na disputa muda o cenário político de Mato Grosso do Sul. Independentemente do resultado das urnas, sua candidatura força o debate sobre temas que muitas vezes ficam em segundo plano durante as campanhas, como eficiência da máquina pública, responsabilidade fiscal e liberdade econômica.
Ao mesmo tempo, a presença de mais uma candidatura no campo conservador fragmenta um eleitorado que, em eleições anteriores, caminhou de forma mais unificada. Isso pode beneficiar adversários ou elevar o nível do debate, dependendo da capacidade dos candidatos de apresentarem propostas concretas em vez de apenas trocar acusações.
A eleição de 2026 promete colocar frente a frente projetos distintos para o futuro do Estado. Em um ambiente político cada vez mais exigente, o eleitor sul-mato-grossense terá a oportunidade de avaliar não apenas discursos, mas também a coerência, a experiência e a capacidade de execução de cada candidato.
Mais do que uma disputa entre partidos, a campanha que começa agora será um teste de credibilidade. Em tempos de descrença na política, quem conseguir convencer a população de que possui soluções viáveis para os problemas reais do Estado terá vantagem na corrida pelo Parque dos Poderes.
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