O "Projeto de Umbigo" e a Incoerência Estratégica: De que lado realmente joga a pré-candidata Cassy Monteiro?
imagem retirada da rede social da pré candidata @cassymonteiro A política exige mais do que presença digital e discursos engajados nas redes sociais; ela exige lado, clareza e, acima de tudo, alinhamento de grupo. A pré-candidata a deputada federal por Mato Grosso do Sul,
A incoerência grita quando analisamos as movimentações recentes — ou o silêncio calculado — da pré-candidata. Em um momento em que a união de forças é crucial para o campo conservador no estado, não se encontra em suas plataformas uma única postagem declarando apoio claro à reeleição do governador Eduardo Riedel. Na política, a omissão também é uma mensagem.
O distanciamento fica ainda mais evidente no cenário nacional. Cassy Monteiro não participou da convenção do PL que marcou o lançamento da candidatura à presidência de Flávio Bolsonaro. Enquanto lideranças de peso cerravam fileiras em torno do projeto nacional, a pré-candidata tem emitido sinais mistos, flertando abertamente com o partido Novo e demonstrando afinidade com o pré-candidato João Henrique Catan.

Não se discute aqui se Cassy Monteiro é ou não de direita, muito menos se ela é uma pessoa que trabalha e tem pautas válidas. O que está em xeque é o alinhamento estratégico. A construção de uma pauta conservadora forte não se faz com carreiras solo, onde o capital político é usado apenas para a viabilização de um mandato individual, desconectado do projeto maior que o eleitorado conservador espera ver consolidado. Quem joga apenas para si mesmo, acaba enfraquecendo o próprio grupo que diz representar.
Diante de acenos dúbios, ausências notórias e silêncios ensurdecedores sobre os grandes nomes locais e nacionais, a pergunta que fica para o eleitor sul-mato-grossense é direta:
Cassy Monteiro realmente irá apoiar publicamente o candidato a presidente Flávio Bolsonaro e a reeleição de Eduardo Riedel, com todas as letras, ou apenas irá "fazer política" de forma isolada, garantindo o seu próprio espaço sem assumir os ônus das grandes batalhas eleitorais da direita?
O eleitor conservador está cada vez mais maduro e exige clareza. Projetos individualistas podem até render likes, mas o verdadeiro alinhamento se prova nas alianças práticas e no palanque. Resta saber se a pré-candidata fará parte do exército ou se continuará atuando como um exército de uma mulher só.

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