Ele ouve, ele sente, mas ainda não responde: a batalha silenciosa de Fernando após um AVC
Em 12 horas, ele perdeu a fala e os movimentos. Agora a família busca ajuda para adaptar a casa de…
Era segunda-feira, 1º de junho, quando Fernando Fernandes, ainda andando e falando, deu entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). O que parecia um mal-estar passageiro se transformou em uma virada brutal. Antes do fim da noite, ele já havia perdido os movimentos e a voz.
Diagnóstico: acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico. Fernando está consciente, mas não se mexe, não fala. Médicos descrevem o quadro como estado vegetativo. A família, no entanto, recusa o veredito da imobilidade: “Temos fé que ele vai se recuperar”.

A demora na regulação de vagas agravou o desfecho. Fernando só foi transferido na noite de terça-feira (02/06) para a Santa Casa. Até lá, o relógio corria contra cada neurônio.
Agora, o desafio é estruturar a sobrevivência com dignidade. A mãe de Fernando, Aparecida de Carvalho Fernandes, precisará adaptar a própria casa. É urgente a construção de um espaço com cama hospitalar, cama de banho, cadeira de rodas específica para tetraplegia, fraldas geriátricas, medicamentos e equipamentos para traqueostomia.
“Toda ajuda é bem-vinda”, resume a família. Podem ser materiais de construção, produtos hospitalares ou doações em dinheiro.
Como ajudar:
Cada doação é um gesto contra o tempo. E um voto de que Fernando ainda vai voltar a andar, falar e viver.

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