Prefeitura irá decidir sobre denúncia de estupro contra ex-vereador ainda nesta segunda
Jovem acusou chefe em órgão municipal de Campo Grande de cometer assédio e estupro de vulnerável
A Prefeitura de Campo Grande deve divulgar um posicionamento, ainda nesta segunda-feira (2), sobre a denúncia de assédio e estupro de vulnerável envolvendo um ex-vereador, que atualmente ocupa um cargo de chefia em uma das pastas municipais. A informação foi proferida pela prefeita Adriane Lopes durante coletiva de imprensa.
A chefe do Executivo informou que a Controladoria e a Procuradoria-Geral do Município foram chamadas para averiguar as acusações.
“A primeira iniciativa nossa foi chamar a Controladoria e a Procuradoria, para averiguar os fatos. E hoje, ainda, as nossas equipes estão no gabinete, hoje ainda vamos ter um posicionamento sobre esse fato. É um fato que é uma acusação, mas que a gente precisa também entender a veracidade na tomada de decisão”, afirmou a prefeita.
Um rapaz registrou um boletim de ocorrência contra o chefe, na última sexta-feira (27), após ter sido informado de sua demissão da Prefeitura de Campo Grande. A informação que teria sido dispensado, inclusive, consta no boletim de ocorrência. O chefe, alvo da denúncia, teria alegado que o rapaz era mal-educado, não obedecia às ordens e não desempenhava bem as funções.
Durante o fim de semana, o rapaz teria recebido mensagens para comparecer nesta segunda-feira a uma das pastas municipais, onde foi readmitido. A prefeita informou nesta segunda que o trabalhador não teria sido dispensado. Ele teria sido contratado por processo seletivo e, posteriormente, transferido para o órgão em que o assédio ocorreu. Essa mudança de local de trabalho será investigada.
“A vítima não foi dispensada, a vítima é [de] processo seletivo”, explicou Adriane Lopes.
Denúncia
O jovem relatou à polícia que o assédio teria se iniciado em julho de 2025, durante uma carona, na qual o chefe, na pasta municipal, teria passado a mão no jovem, causando constrangimento. A vítima não teria reagido por medo da relação hierárquica.
Após este episódio, o chefe teria começado a enviar figuras por WhatsApp com conotação sexual, insinuando relacionamento homoafetivo e insistindo nas mensagens, mesmo após o jovem relatar que era heterossexual.
Durante o serviço, segundo a denúncia, o autor continuava com o assédio, por meio de frases de conotação sexual, e forçava abraços quando ambos estavam sozinhos. Em 12 de dezembro de 2025, ao fim de uma confraternização, a vítima teria sido levada para a casa do servidor público após ter carona oferecida.
O jovem relatou à polícia que estaria visivelmente embriagado e teria precisado de ajuda para ser colocado no carro do chefe. Durante o trajeto, o autor teria feito a sugestão de que eles poderiam “ficar como casal nas férias”.
Pós-festa
Diante da negativa, o homem teria dito que conseguiria qualquer coisa, porque era chefe e tinha um cargo alto no serviço público. Assim, a vítima foi levada até a casa do autor. No local, o homem retirou as roupas do rapaz sem o consentimento dele e fez sexo oral nele. O rapaz relatou que não se lembra de tudo o que aconteceu, por conta da bebida.
Ao acordar, ele estava sem roupas e o homem o abraçava. A vítima foi até a cozinha beber água, procurar o celular e as roupas. Após esse episódio, ele relatou que o chefe começou a monitorá-lo no ambiente de trabalho, mas sem mensagens insistentes.



COMENTÁRIOS