Fevereiro em Alta Voltagem: Marquinhos Trad Entre a Transparência e o Enfrentamento Fiscal
Com discurso afiado e projetos que cutucam privilégios fiscais, vereador ocupa o centro do debate na Câmara e reforça a imagem de fiscal rigoroso — sem romper pontes, mas sem aliviar críticas
vereador Marquinhos Trad / Assessoria de Imprensa do Vereador Enquanto parte da cidade ainda estava no ritmo de Carnaval, o vereador mais votado da Capital mostrou que o mandato não entra em recesso informal. Em fevereiro, Marquinhos Trad puxou debates sensíveis na Câmara Municipal de Campo Grande e colocou na pauta temas que mexem diretamente com o bolso e o direito de fiscalização do cidadão.
Não foi um mês protocolar. Foi um mês de posicionamento.
Transparência sem maquiagem
Logo no início do mês, Trad apresentou projeto para garantir que contratos públicos encerrados permaneçam disponíveis no Portal da Transparência, independentemente de requerimento formal. Em termos práticos: nada de esconder informação sob o argumento de que o contrato “já acabou”.
A proposta é simples e objetiva — e exatamente por isso incomoda. Manter contratos disponíveis amplia o controle social, fortalece o princípio constitucional da publicidade e reduz margem para interpretações oportunistas. O adiamento por falta de quórum não esvazia o mérito da iniciativa; ao contrário, reforça que transparência real ainda enfrenta resistência silenciosa.
Trad não propôs espetáculo. Propôs regra permanente.
IPTU e taxa de lixo: aviso claro ao contribuinte
Na sequência, o vereador conseguiu aprovar medida exigindo que qualquer alteração no IPTU ou na taxa de lixo seja informada de forma explícita nos carnês. Parece básico? Deveria ser. Mas nem sempre é.
A iniciativa reforça segurança jurídica e previsibilidade tributária — dois pilares elementares da boa governança fiscal. Não se trata de “politizar imposto”, mas de impedir surpresa no contracheque do trabalhador e no caixa do comerciante.
Num cenário em que a arrecadação cresce e o contribuinte segue pressionado, exigir clareza não é populismo. É respeito.
O enfrentamento ao Consórcio Guaicurus
O ponto mais sensível do mês foi a votação sobre a renovação da isenção de ISS ao Consórcio Guaicurus, concessionário do transporte coletivo da Capital.
Com mais de R$ 40 milhões acumulados em renúncia fiscal nos últimos três anos, a discussão deixou de ser técnica e passou a ser moral: qual a contrapartida efetiva ao usuário?
Trad votou contra a manutenção automática do benefício. O argumento foi claro — não se pode conceder incentivos robustos sem resultados proporcionais na qualidade do serviço. Transporte público envolve tarifa, mobilidade urbana e dignidade do trabalhador que depende do sistema diariamente.
Foi um voto de coerência com o discurso de fiscalização firme. Sem bravata. Sem teatro. Apenas a defesa de que benefício fiscal precisa ser acompanhado de eficiência.
Postura política e maturidade
Ex-prefeito da Capital e hoje vereador, Marquinhos Trad atua com a experiência de quem já ocupou o Executivo. Não há rompantes, mas há posicionamento. Ele evita confronto vazio, mas não se omite quando o tema envolve transparência e responsabilidade fiscal.
É legítimo que adversários questionem estratégia eleitoral. Faz parte do jogo democrático. Mas também é legítimo reconhecer quando o debate sobe de nível.
Fevereiro mostrou um parlamentar que prefere a arena técnica ao embate raso. Que cobra sem incendiar. Que fiscaliza sem fazer palanque permanente.
Entre projetos de transparência, defesa do contribuinte e enfrentamento a renúncias fiscais controversas, Marquinhos Trad fez de fevereiro um mês de marcação clara de posição.
Em tempos de discursos inflamados e pouca entrega institucional, a combinação de fiscalização, responsabilidade fiscal e enfrentamento técnico é um diferencial.
A pergunta que fica não é se houve propósito. A pergunta é: quantos estão dispostos a sustentar esse nível de cobrança quando o assunto mexe com interesses consolidados?
Em política, coerência custa caro. E nem todos estão dispostos a pagar o preço.

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