Poatan ignora cinturão dos pesados e mira Jon Jones em superluta na Casa Branca
Após retomar título dos meio-pesados, brasileiro revela foco em enfrentar “Bones” e descarta disputa imediata pelo cinturão dos pesados
Poatan e Jon Jones sonham com uma superluta, mas nutrem um sentimento amistoso (Foto: Reprodução) Las Vegas (EUA), 5 de outubro de 2025 — Nem bem recolocou o cinturão dos meio-pesados no ombro com um nocaute arrasador sobre Magomed Ankalaev no UFC 320, Alex “Poatan” Pereira já deixou claro: não está mais interessado em acumular títulos, mas em desafios históricos. O brasileiro reafirmou o desejo de subir ao peso-pesado e enfrentar Jon Jones em uma superluta que, segundo os planos do UFC, pode acontecer em julho de 2026, em um evento especial na Casa Branca.
“Cinturões já tenho bastante”
Na coletiva após a vitória, Poatan descartou disputar o cinturão dos pesados imediatamente contra o vencedor de Tom Aspinall x Ciryl Gane, luta marcada para o UFC 321. O campeão brasileiro foi direto ao ponto:
“Essa é a minha vontade agora. Fazer luta no peso-pesado. Acho que esse é um grande momento, estou me sentindo bem, com o corpo mais pesado e forte. Acho que vai ser uma boa. Quero só superlutas. Cinturões já tenho bastante, é isso.”
O tom do discurso mostra a confiança de um atleta que, em pouco mais de dois anos no UFC, já conquistou cinturões em duas divisões e agora mira lendas vivas para marcar sua trajetória no esporte.
Respeito no momento delicado
Ainda no octógono, Poatan revelou que tinha preparado um discurso para desafiar Jon Jones naquela noite. No entanto, a morte de Arthur Jones, irmão do ex-campeão dos pesados, mudou o rumo das palavras.
Com sensibilidade, o brasileiro evitou soar desrespeitoso e pediu compreensão:
“Só vou falar uma vez. Não quero mais falar sobre isso. Com todo respeito ao Jon Jones e tudo que aconteceu (morte do irmão). Estou falando com respeito e gostaria que vocês me respeitassem também. Mas sim, esse era o meu plano, de estar chamando o Jon Jones e de estar lutando na Casa Branca. Mas como tudo que aconteceu, tenho que tomar cuidado com como eu falo.”
Rivalidade respeitosa e bastidores da superluta
Poatan e Jon Jones já manifestaram publicamente o desejo de dividir o octógono. Em diferentes ocasiões, trocaram mensagens, posaram juntos em fotos e até chegaram a planejar treinos. Apesar do respeito mútuo, a rivalidade imaginada entre os dois é hoje uma das maiores expectativas do mundo das artes marciais.
Para o UFC, a ideia de uma luta entre Poatan e Jones vai além do cinturão: é o tipo de evento capaz de parar o mundo do esporte, unir narrativas e transformar um duelo em espetáculo histórico.
Enquanto o futuro imediato da divisão dos pesados será decidido no duelo Aspinall x Gane, Poatan parece estar em outra página. O foco do brasileiro está em se consolidar como o lutador que transcende títulos, que busca lendas e deixa sua marca fora da rotina tradicional de disputas.
Se o plano sair do papel, o UFC pode ter em 2026 um dos maiores eventos de sua história: Alex Poatan x Jon Jones na Casa Branca. Uma luta que já nasce carregada de respeito, expectativa e a promessa de um choque de eras.
*Com Informações Tatame


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