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Campo Grande,29/08/2025

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Conselho Tutelar já havia recebido denúncias antes da morte de menina em Campo Grande

Alertas de fome, agressões e abandono não foram suficientes para evitar tragédia


Conselho Tutelar já havia recebido denúncias antes da morte de menina em Campo Grande Casa onde vítima morava com a mãe, o padrastro e uma irmã de 2 anos (Foto: Marcos Maluf)... veja mais em https://www.campograndenews.com.br/cidades/capital/conselho-tutelar-recebeu-denuncia-de-fome-e-agressao-antes-de-menina-ser-morta

Campo Grande amanheceu chocada com a morte brutal de uma menina de seis anos, encontrada sem vida na madrugada desta quinta-feira (28), na Vila Carvalho. O caso ganha contornos ainda mais graves após a confirmação de que o Conselho Tutelar da região já havia recebido denúncias anteriores de fome, agressão e abandono envolvendo a criança.

Registros oficiais mostram que desde janeiro havia relatos de maus-tratos, ausência escolar e até fraturas no corpo da vítima. Em uma das ocasiões, a própria menina contou, durante atendimento odontológico, que fora empurrada pela mãe. Mais tarde, em março, novas denúncias indicaram agressões físicas e psicológicas dentro da casa.

A menina, que tinha deficiência cognitiva atestada por laudo médico, vivia em um ambiente marcado por vulnerabilidade social e pela presença constante de usuários de drogas. Mesmo com os alertas e acompanhamento de órgãos públicos, o desfecho foi trágico.

Tatiane Lima Oliveira, conselheira tutelar da região, reconheceu que a família recebia acompanhamento do CRAS e de outras secretarias, mas alegou que não havia registros de violência sexual anteriores ao crime. “Foi uma fatalidade”, resumiu.

O episódio levanta novamente uma questão que se repete no país: de que adianta o Estado estar presente se sua atuação não é eficaz? A burocracia do sistema de proteção, muitas vezes mais preocupada em registrar do que em agir, custa caro — e quem paga são os mais indefesos.

Quando denúncias de fome e agressões não resultam em medidas firmes, abre-se espaço para que criminosos transformem crianças em alvos fáceis. É preciso rever com urgência a atuação dos órgãos responsáveis. A proteção da infância não pode se perder entre relatórios e visitas protocolares.

A morte dessa menina de seis anos não pode ser tratada como mero acaso. É um retrato de como a omissão, travestida de acompanhamento social, se transforma em tragédia.

*Com informações campograndenews.




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